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Notíciasite.trt19.jus.br· 24 de setembro de 2026

Justiça de Alagoas libera R$ 159 milhões a credores em cinco dias de mutirão

O Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região liderou a arrecadação entre cortes de pequeno porte na Semana Nacional de Execução Trabalhista. Com quase metade das audiências terminando em acordo, o resultado mostra onde a pressão patrimonial tem funcionado na prática.

A Justiça do Trabalho em Alagoas (TRT-19) encerrou a edição de 2026 da Semana Nacional de Execução Trabalhista com R$ 159,08 milhões garantidos para o pagamento de dívidas. O montante colocou o tribunal no primeiro lugar do ranking nacional entre as cortes de pequeno porte pelo segundo ano seguido.

Os números absolutos revelam o ritmo da operação: em apenas cinco dias, as varas alagoanas realizaram 2.934 audiências. Desse total, 1.426 terminaram com acordos homologados, cravando um índice de conciliação de 48,60%.

O peso da pesquisa patrimonial

Para o advogado que atua pelo credor, o detalhamento de onde veio esse dinheiro entrega uma lição clara sobre a dinâmica da execução efetiva. A unidade que mais arrecadou não foi uma vara tradicional, mas a Secretaria de Execução e de Pesquisa Patrimonial (SEPP). Sozinha, a secretaria foi responsável por R$ 47,7 milhões do total.

Na sequência, aparecem a 3ª e a 1ª Varas do Trabalho de Maceió (R$ 21,6 milhões e R$ 12,4 milhões), a Secretaria de Precatórios (R$ 11,2 milhões) e a 8ª VT da capital (R$ 9,1 milhões).

O fato de uma secretaria especializada em caçar patrimônio liderar a recuperação de crédito não é coincidência. Quando a execução sai do piloto automático e entra na pesquisa patrimonial profunda, o devedor perde o conforto. É essa pressão sobre os bens que costuma forçar os acordos na fase de execução.

Dinheiro no bolso do credor

O volume de R$ 159 milhões não é feito apenas de promessas de pagamento parcelado. O balanço final do TRT-AL contabiliza a liquidez real gerada no período: leilões realizados, valores bloqueados via sistemas judiciais, requisições de pequeno valor (RPVs), precatórios e, fundamentalmente, alvarás expedidos e pagos.

O pódio entre os tribunais de pequeno porte foi completado pelo TRT da 23ª Região (Mato Grosso), com R$ 103,5 milhões, e pelo TRT da 21ª Região (Rio Grande do Norte), com R$ 68,3 milhões.

Apesar do bicampeonato, o valor arrecadado em Alagoas na edição de 2026 foi menor que o recorde histórico alcançado pelo próprio tribunal na edição de 2025, quando a corte registrou R$ 266 milhões em créditos recuperados.

Para quem cobra dívidas trabalhistas, semanas de conciliação e execução funcionam como uma janela de oportunidade. Com a pauta dos juízes voltada exclusivamente para a liquidação de pendências, petições de bloqueio e pedidos de liberação de alvarás ganham tração rápida. O devedor que estava enrolando o processo de repente se vê diante de uma mesa de audiência com seu patrimônio na mira direta do juiz.

Fonte: site.trt19.jus.br

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